Em uma manhã importante, considero a
luta por justiça assim, fiquei me perguntando como a nossa prática contribui
para a formação de cidadãos críticos e conscientes dos seus direitos e deveres.
Uma frase dos colegas na sala dos professores foi – Se a constituição
brasileira fosse cumprida, saísse do papel teríamos um Brasil perfeito. Daí
lendo trechos do livro de Gilberto Dimenstein (Cidadão de papel) onde mostra a
luta das pessoas que não tem acesso a educação e daqueles que tiveram acesso
que não conseguiram mudanças significativas na qualidade de vida percebo que
existe os dois lados, a falta de garantia de direitos e o mau uso do poder.
Hoje, o meu descontentamento com essa
realidade é visível, como educadora vejo o processo educativo como garantia de
qualidade de vida, como também a formação moral de um cidadão, que ele se torne
sempre uma pessoa melhor. Na prática, vejo que alguns cidadãos tiveram
educação, melhoria da qualidade de vida e usa a função que exerce para sonegar
o direito do outro, a única arma que tenho na mão é a consciência dos meus
direitos e cumpro com meu dever, na sala de aula busco garantir a qualidade que
o ambiente em que atuo me assegura, sinto-me cidadã, o meu processo educativo
garantiu isso, me decepciono com colegas da classe de educadores e outras
profissões que usam o "conhecimento" para prejudicar os demais.
O que me deixa indignada diante o
momento vivido, é que todos passaram pelo processo educacional, mas nós
educadores conseguimos contribuir com a formação intelectual, a formação moral
realmente não foi satisfatória, como também entendo que a escola é
"responsável" pela aquisição de conceitos, a formação moral já trazem
do meio familiar, social e etc., poderemos entender algumas atitudes, mas não
nos conformar.
Como educadora, prefiro não ser
desonesta, pois Gandhi afirmava que acreditar em algo e não viver é desonesto,
continuarei educando, para contribuir com a formação de um ser humano melhor, e
me indignando sempre com as situações de injustiças e falta de respeito com o
próximo.
Não posso
deixar de acreditar na educação e creio que para alguns eu consiga fazer a
diferença, e para aos que passaram pelas salas de aula e as suas práticas não
estão condizentes com a garantia do direito do outro os convido a retornar, ou
então, deixaríamos de acreditar que um mundo melhor é possível.
Fonte: LUCIETE: Práticas Pedagógicas
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