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domingo, 8 de março de 2015

Cidadão que formamos

Em uma manhã importante, considero a luta por justiça assim, fiquei me perguntando como a nossa prática contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes dos seus direitos e deveres. Uma frase dos colegas na sala dos professores foi – Se a constituição brasileira fosse cumprida, saísse do papel teríamos um Brasil perfeito. Daí lendo trechos do livro de Gilberto Dimenstein (Cidadão de papel) onde mostra a luta das pessoas que não tem acesso a educação e daqueles que tiveram acesso que não conseguiram mudanças significativas na qualidade de vida percebo que existe os dois lados, a falta de garantia de direitos e o mau uso do poder.
Hoje, o meu descontentamento com essa realidade é visível, como educadora vejo o processo educativo como garantia de qualidade de vida, como também a formação moral de um cidadão, que ele se torne sempre uma pessoa melhor. Na prática, vejo que alguns cidadãos tiveram educação, melhoria da qualidade de vida e usa a função que exerce para sonegar o direito do outro, a única arma que tenho na mão é a consciência dos meus direitos e cumpro com meu dever, na sala de aula busco garantir a qualidade que o ambiente em que atuo me assegura, sinto-me cidadã, o meu processo educativo garantiu isso, me decepciono com colegas da classe de educadores e outras profissões que usam o "conhecimento" para prejudicar os demais.
O que me deixa indignada diante o momento vivido, é que todos passaram pelo processo educacional, mas nós educadores conseguimos contribuir com a formação intelectual, a formação moral realmente não foi satisfatória, como também entendo que a escola é "responsável" pela aquisição de conceitos, a formação moral já trazem do meio familiar, social e etc., poderemos entender algumas atitudes, mas não nos conformar.

Como educadora, prefiro não ser desonesta, pois Gandhi afirmava que acreditar em algo e não viver é desonesto, continuarei educando, para contribuir com a formação de um ser humano melhor, e me indignando sempre com as situações de injustiças e falta de respeito com o próximo.                   
Não posso deixar de acreditar na educação e creio que para alguns eu consiga fazer a diferença, e para aos que passaram pelas salas de aula e as suas práticas não estão condizentes com a garantia do direito do outro os convido a retornar, ou então, deixaríamos de acreditar que um mundo melhor é possível.

Fonte: LUCIETE: Práticas Pedagógicas 

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